Escolas abertas, escolas fechadas. O mundo a diferentes velocidades


Escolas abertas, escolas fechadas. O mundo a diferentes velocidades

As decisões de encerrar ou reabrir estabelecimentos de ensino têm sido tomadas com base na evolução da pandemia. Cada país define as suas medidas para que os alunos regressem às aulas ou se mantenham no ensino à distância. Em Portugal, novas orientações serão conhecidas a 11 de março.

A pandemia atingiu o mundo, medidas foram tomadas, restrições aplicadas, e escolas foram fechadas - alguns países reabriram, entretanto, os estabelecimentos de ensino. Portugal mantém o ensino à distância para todos os anos e níveis de ensino. Em fevereiro, cerca de 100 especialistas em saúde e educação pediram, numa carta aberta, o regresso às escolas no início deste mês de uma forma faseada, começando pelos mais novos das creches, pré-escolar e 1.º Ciclo. O que não aconteceu. E a ministra da Saúde avisa que ainda não é altura para falar da reabertura das escolas. O Governo apresentará um plano de desconfinamento a 11 de março, no qual se espera perceber como será o regresso ao ensino presencial.

O Reino Unido prepara-se para desconfinar, o objetivo é não haver restrições de qualquer tipo a 21 de junho, e o seu plano de reabertura passa necessariamente pelas escolas que deverão reabrir durante este mês. Será etapa a etapa, avaliação a avaliação, decisões assentes em vários fatores, nomeadamente no ritmo da vacinação e nos números de internados e de mortes. A Irlanda decidiu, entretanto, reabrir creches e escolas do 1.º Ciclo.

Em França, as escolas, do Básico ao Secundário, estão abertas, os alunos são testados com amostras de saliva, as regras são apertadas, as crianças com mais de seis anos têm de usar máscara. As universidades estão encerradas, continuam com o ensino online. A Hungria terá as faculdades fechadas até 15 de março. No início deste mês, os Países Baixos reabriram as secundárias de forma gradual, os alunos podem ir às aulas pelo menos uma vez por semana. Na Suécia, os alunos com mais de 16 anos ainda têm uma parte das aulas via online.

O cenário é diferente por toda a Europa. Tal como Portugal, Grécia e República Checa ainda não deram luz verde para todas as escolas voltarem a funcionar em regime presencial. Na Grécia, em janeiro, e depois de um alívio das restrições, a subida de casos levou a um novo encerramento das escolas nas zonas de maior risco, Atenas incluída. O regresso às escolas secundárias chegou a ser apontado para este mês, no entanto, o Governo já anunciou que não vai acontecer. Na República Checa, a situação pandémica está complicada, e apenas as creches e dois anos do 1.º Ciclo estão em regime presencial.

Itália optou por escolas abertas, secundárias incluídas, mas com menos alunos por sala. Na Alemanha, há escolas abertas e escolas fechadas, em mais de metade dos 16 estados federados os espaços do 1.º Ciclo estão abertos. Espanha está numa situação idêntica, há regiões com escolas abertas, outras com escolas fechadas, mas a maior parte já retomou as aulas presenciais para todas as idades, como é o caso da Catalunha.

Na Áustria, os estabelecimentos de ensino estão abertos e a funcionar com testes aos alunos feitos duas vezes por semana. Dinamarca prepara-se para reabrir as escolas com indicação de testagem aos alunos duas vezes por semana. Na Bélgica, os estudantes do Secundário estão a meio tempo nas escolas, os restantes já estão no modelo presencial.

Nos Estados Unidos da América, cada estado tem a sua estratégia e decide consoante os dados que têm ao dispor. Há escolas a funcionar, outras fechadas, algumas que encerraram, reabriram e voltaram a fechar. Em São Francisco, por exemplo, mais de 54 mil crianças estão sem pôr o pé nas suas escolas desde a primavera do ano passado, há quase um ano, portanto. No Brasil, as escolas estão abertas e, em várias zonas do país, combina-se o ensino à distância com aulas presenciais no sistema público e privado, como acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro.


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