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Avaliação das novas normas da Educação Especial

Escrito por David Azevedo ligado . Publicado em Educação Especial

Educação Especial avaliação externa da aplicação  da nova legislação

A equipa é dirigida por Rune Simeonsson e Manuela Sanches Ferreira.
A avaliação é focada nos três eixos fundamentais do diploma – referenciação, afectação de recursos e organização da rede de respostas – e pretende responder a três questões centrais:

  • como contribuiu a Classificação Internacional da Funcionalidade (CIF) para o processo de tomada de decisões?
  • quais as dificuldades experimentadas na utilização da CIF?
  • como pode a CIF ser usada para melhorar a avaliação e a intervenção com os alunos?

Os primeiros resultados:

  • Manuela Sanches Ferreira afirma que há «muitas escolas com problemas de adaptação à legislação, mas na generalidade foram capazes de mudar» de um modelo mais médico (de diagnóstico) para um modelo de participação. «A maior parte dos instrumentos que os professores utilizam para a recolha de informação são informais e passam pelo olhar e observar as crianças», disse.
  • Em 61 por cento dos casos os métodos foram informais: observação, entrevista, questionário e mostras de trabalho.
  • Os outros métodos de avaliação são mais formais e passam pela realização de testes.
  • Quanto ao perfil de funcionalidade por referência à CIF, as escolas utilizam para apuramento das incapacidades a actividade e participação (53 por cento), as funções do corpo (28 por cento) e os factores ambientais (19 por cento).
  • Para o estudo foram analisados 252 casos (83 raparigas e 169 rapazes), mas 38 foram apenas referenciados pelas escolas, tendo as equipas de avaliação concluído que «não precisavam de avaliação especializada com referencia à CIF», constituindo meramente casos de crianças que «em determinado momento não estavam a conseguir acompanhar o currículo educativo», explicou Manuela Sanches Ferreira.

Manuela Sanches Ferreira afirma que os maiores problemas apresentados pelas escolas prendem-se com o facto de terem muitos alunos com dificuldades que não se integram no actual decreto-lei, com dificuldade em organizar o processo e com falta de formação para a CIF.