Nuno Crato anunciou duas medidas de revisão curricular, a supressão da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no 9.º ano e a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas componentes separadas no 2.º ciclo.

Tenho uma posição bem definida em relação ao futuro da Educação Básica, devemos apostar no Ensino Profissionalizante, em vez de continuarmos a empurrar a maioria dos alunos para uma educação generalista que termina no 12.º ano.
O Jornal Público já "puxou o cobertor" sobre as mudanças curriculares, mas de nada adianta cobrir a cabeça se destapar os pés.
A proposta é economicista e é um revés infeliz, na ideia do Ensino Profissionalizante, porque corta injustamente nas áreas mais próximas do Ensino Profissional: a Informática e a Tecnologia.
A ideia é suprimir alguns milhares de professores e com isso poupar centenas de milhões de euros, mas havia soluções diferentes, por exemplo, propinas para os alunos do Ensino Secundário ajustadas aos rendimentos dos Pais. E não se espantem por falar em propinas, penso que o Ensino Obrigatório deveria terminar no 9.º ano e por isso a gratuitidade da Educação Obrigatória deveria terminar no 9.º ano.
Ainda aguardo a entrevista completa do Ministro Nuno Crato, porque estou curioso sobre a Parque Escolar, o que lhe vai acontecer? As despesas de manutenção, com a luz e água, dispararam com a Parque Escolar. Encontramos salas de aula com janelas que não abrem, áreas de serviço desproporcionais, com bares só para funcionários e professores, a lista é longa e despesista. A Parque Escolar lembra-me as autoestradas, fizeram-nas e agora temos de as pagar injustamente, leia mais aqui sobre a Parque Escolar.