SPM e a APP duas posições diferentes sobre as provas de aferição

SPM e a APP duas posições diferentes sobre as provas de aferição

É necessário avaliar os alunos seriamente e utilizar os resultados para definir quais as competências que devem aprender no Ensino Secundário, tendo em vista o mercado de trabalho

  • A Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) defende que as provas de aferição sejam realizadas por uma entidade externa ao Ministério da Educação (ME) para evitar a tentação dos “resultados mediáticos e políticos”.

Segundo o presidente da SPM, estes testes deveriam ter o estatuto de exames nacionais, com efeitos nas notas dos estudantes no final do ano, ao mesmo tempo que deveria ser elevado “bastante mais” o nível de rigor. Estes testes deveriam ser uma medida de avaliação real dos alunos. Tal como são actualmente, são encarados pelos alunos como algo facultativo, não sendo também levados a sério pelos professores, o que torna a sua fiabilidade muito baixa”, acrescentou.
  • A Associação de Professores de Português insiste, pelo seu lado, que devem ser só realizadas em algumas escolas.  

  • Enquanto, a Associação de Professores de Português insiste de novo que as provas de aferição devem voltar a ser realizadas apenas em algumas escolas, por amostra, e rotativamente a todas as disciplinas de todos os anos de escolaridade. Segunda a vice-presidente da APP, Edviges Antunes Ferreira, este é um os pontos centrais de um parecer que a associação está a preparar sobre as provas de aferição e que também deverá ser enviado ao Ministério da Educação na próxima semana.

Notícia do Público

Porque é que despejamos os alunos do Ensino Básico no Ensino Secundário? Para depois, no fim do Ensino Secundário as competências adquiridas serem essencialmente teóricas e inadequadas ao mercado de trabalho?

O aluno no final do Secundário é forçado a estudar no Ensino Superior porque não tem espaço numa área profissional, ou em alternativa ao ingresso na Universidade inicia-se como aprendiz numa profissão.

Se o Ensino Secundário fosse mais profissionalizante com estágios integrados poupavam 3 anos aos jovens portugueses.

A avaliação é o mecanismo pelo qual damos a conhecer aos Pais e Educandos quais os melhores percursos. Neste momento pouco avaliamos e só em último recurso procuramos para os nossos jovens percursos profissionalizantes.