Associação Sol acusada de tratar mal as crianças.

Associação Sol acusada de tratar mal as crianças.

Denúncias de maus tratos acabam em não renovação de contrato.

Oponho-me a esta tradição portuguesa, que é quase um síndroma do Estado Novo. Quem denuncia publicamente sofre consequências. Parece que ainda queremos os "bufos" à moda da PIDE.

A notícia veio a público esta semana, soube-se que três ex-funcionárias da Associação Sol queixosas, foram despedidas depois de terem apresentado a denúncia de alegados maus tratos, por parte de outros funcionários sobre as crianças com HIV.

Entre os maus tratos constam:

Bater com cinto.

Bater com colheres de pau.

Puxões de orelhas que rasgam a pele.

A presidente da Associação Sol, Teresa Almeida, negou a relação da queixa com o despedimento: "Não foram despedidas, simplesmente terminam o contrato em Março, não o vamos renovar e entraram de férias". Teresa Almeida nega todas as acusações de maus tratos na instituição e lembra que as crianças, por serem seropositivas, são acompanhadas com regularidade por uma equipa de médicos. "São vistas regularmente por médicos e não foram detectados quaisquer indícios de violência. As queixas não têm qualquer credibilidade", sustenta. No entanto, admitiu ter tomado conhecimento de uma suspeita de maus tratos na casa Sol, que motivou um inquérito interno. 

As mesmas queixosas em Outubro informaram por carta, Teresa Almeida, denunciando maus tratos, por parte de uma auxiliar de acção educativa, que foi suspensa em Janeiro. 

Concluindo, as três queixosas fizeram uma denúncia que resultou na suspensão de uma auxiliar que maltratava as crianças. Julgo eu que as delatantes deviam ter sido mais estimadas, curiosamente o que aconteceu foi o oposto, foi-lhes mostrada a porta de saída, como quem diz não queremos cá quem diz a verdade e não fecha os olhos a certas coisas. Tudo em nome da credibilidade da SOL.

O procedimento interno da SOL correu mal porque as três ex-funcionárias uniram-se e houve quem as ouvisse, tanto no Ministério Público bem como na Comunicação Social. 

Ligação para o vídeo aqui