Vamos criar um novo dossier acerca da prevenção do endividamento das famílias e dos jovens. O nome do dossier é "O meu dinheiro".

Vamos reservar um espaço no menú "dossier", para compilar todos os artigos referentes a este novo tema.
Os jovens portugueses estão a entrar no endividamento cada vez mais jovens. Sentimos que são pouco aconselhados, mas ao invés disso, são muito aliciados.
As crianças estão em risco de pobreza quando os pais entram em situação de falência.
A pobreza surge quando o desemprego é acompanhado pela separação das famílias, a classe média é frequentemente a mais atingida. As crianças custam dinheiro e ninguém quer bloquear o futuro dos seus filhos, mas cada vez mais o salário não é suficiente, por isso as famílias recorrem a créditos de consumo com taxas de juro elevadíssimas.
Lembro-me, ainda era um jovem adulto, de ter recorrido a um "empréstimo" da Fnac para adquirir um equipamento informático, as prestações eram crescentes e foi a minha família que teve de pagar essa dívida. Acredito que situações destas são frequentes, na altura não percebi que teria de pagar 2x o preço real do aparelho, não fiz bem as contas e não conseguia pagar tudo sozinho.
Cerca de 30 por cento dos jovens entre os 18 e os 25 anos estão em dívida.
Os jovens anseiam por independência e querem emancipar-se. Hoje em dia os mais realistas preferem ficar em casa dos pais enquanto for possível, mas alguns são eludidos pelo crédito fácil e depois da euforia inicial segue-se a ressaca financeira. Muitas vezes os jovens querem tudo rápido, luxos tais como o entretenimento, as férias, artigos de moda, empilham-se rapidamente e o salário em breve mal chega para pagar as contas.
Infelizmente, os jovens sabem muito pouco sobre como lidar com dinheiro. Como poderiam? Na escola esse aspecto não é muito falado, infelizmente só depois de aparecerem as contas pesadas é que procuramos ajuda.
Áreas como a matemática podiam ser os alicerces para uma emancipação bem construída, mas o currículo de matemática não presta a devida atenção ao controlo de um orçamento. A educação falha neste tema, é também por essa razão que Portugal tem uma dívida externa altíssima.