Nuno Crato responde a perguntas na TVI

Nuno Crato responde a perguntas na TVI

Nuno Crato foi o convidado de Marcelo de Sousa na TVI.

O Ministro da Educação respondeu a algumas perguntas sobre a actualidade educativa portuguesa.

As questões chave da entrevista foram as olimpíadas da matemática, a revisão curricular e o novo modelo da ADD (Avaliação de Desempenho Docente).

Nuno Crato iniciou a conversa salientando que é a primeira vez em 30 anos que Portugal, através de Miguel Marques, recebeu a medalha de ouro nas olimpíadas da matemática, "este exemplo mostra o empenho do País". Apesar deste sucesso Nuno Crato  referiu que a primeira alteração curricular é uma pequena mudança e que os currículos precisam de alterações mais profundas.

 

À questão sobre a ADD o Ministro referiu que tem como objectivo final a diminuição da burocracia, frisando que devem bastar cerca de 2 a 3 páginas de auto-avaliação no final do ano, "Os professores querem avaliação mas querem dar aulas a 99%. do tempo.", resumiu Nuno Crato.
Em relação às cotas disse que "são obrigatórias" e "têm como objectivo limitar o número de excelentes", uma vez que sem cotas todos tiravam excelente.
Ainda sobre a revisão curricular Nuno crato refere, "Introduzimos uma prova final no 6.º ano", completando o pensamento com afirmação "nós queremos que os alunos não chumbem... por saberem!".
Em relação à autoridade dos professores deixou claro que " estamos com os professores no reforço da autoridade" mas não explicou medidas concretas sobre este tema.
A conversa retornou à ADD e respondendo a uma dúvida de Marcelo referiu que, "O modelo vai inspirar-se nos modelos do ensino privado e cooperativo " e continuou mencionando os princípios gerais da nova ADD.
No que toca ao Ensino Superior Nuno Crato deixou a ideia que " faz sentido racionalizar a oferta adequando-a ao mercado de trabalho", "Esperamos que as universidades sejam independentes e saibam fazer fusões", acrescentando a novidade de que está a ser escrita uma lei nova do orçamento das universidades, regressando a decisão sobre os orçamentos a estar sob a esfera do governo, em vez de estarem dependentes da Assembleia da República.
Terminou a entrevista com a afirmação, " vão existir cortes no ministério da educação", "mas quero que o corte seja feito na racionalização de custos e na redução da máquina central e não tanto pela afetação dos professores contratados".
Nuno crato refere como ponto final que está empenhado e concentrado nas suas novas funções e que não está arrependido de ter aceite o cargo.