As controversas bolsas de recrutamento

A controvérsia em torno das Bolsas de Recrutamento persiste.

As duas principais causas são critérios de selecção muito díspares entre Escolas e uma alteração da metodologia de colocação de professores.

critérios

Critérios de selecção díspares não geram confiança no recrutamento.

Salta logo à vista este caso descrito no Blog de Ar Lindo, uma escola que pede um técnico de desporto de nível 3 equivalente ao 12. ano preferindo este tipo de candidatos a licenciados em desporto. Este exemplo mostra que as Escolas estão a ter rédea solta quando colocam estes critérios e há quem pergunte se não são critérios de um tamanho único só para selecionar a pessoa A. No meu entender os critérios de selecção de professores têm de estar definidos dentro de uma gama de critérios pré selecionados, as Escolas teriam de escolher, entre esses, quais os mais importantes para cada situação. A anarquia que presencio é típico de uma máfia que dita as leis, porque as leis (leiam-se critérios de seleção) não são delineados pelo Ministério da Educação.

Apelo que seja revisto este modelo, não precisamos que a interferência do MEC seja em demasia, mas é necessário listar os critérios que são mais recomendáveis, para depois dentro da autonomia da Escola, sejam selecionados os critérios mais importantes.

Metodologia de colocação de professores

A ideia que todos os professores tinham quando submeteram a candidatura era de que a graduação profissional ia ter o peso determinante na colocação, mas o que aconteceu de facto, como relata o Profblog o peso determinante foi a ordem de opção. Na minha opinião este critério é justo mas salvaguardo que não podemos começar um jogo de futebol com determinadas regras, para depois vermos o árbitro a expulsar jogadores por marcarem os lançamentos laterais com as mãos quando a nova regra é com os pés. Quero então dizer que apesar de ser impossível reverter esta situação tendo em conta o superior interesse dos alunos é uma lição que o MEC tem de assumir e provavelmente justificar nos meios próprios, por exemplo nos recursos e tribunais.