Maria do Carmo Vieira relembra o Velho do Restelo

As ideias que Maria do Carmo Vieira lança no seu livro A Educação do Português.

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“Os programas foram esvaziados de conteúdos e um programa que tem de ter obrigatoriamente um fio condutor, neste momento, é uma coisa solta”.

“Atira-se com Luís de Camões, depois com um texto pragmático, depois com um texto informativo. Cesário Verde aparece ao pé da publicidade. Não pode ser. A literatura é uma arte e não pode ser subestimada”

“A minha grande crítica é que nós não acreditámos que podia acontecer isto e quando chegou a nossa vez é que vimos que as coisas se fazem com paciência e depois impõem-se. Neste momento não há porquês, é imposição sobre imposição” (Ministério do Educação)

"É muito importante” haver diálogo, mas lembra também que “há alturas em que é preciso desobedecer”.

“É preciso desobedecer em nome do estudo, em nome da nossa dignidade enquanto seres humanos e enquanto professores, porque os alunos confiam nos professores e os professores não podem ser um veículo do Ministério [da Educação], em que se apoia a facilidade, em que se apoia a ignorância, em que se defende a oferta do êxito”.

“Sem dúvida os alunos estão a ser as vítimas deste ensino” e lembrou que se está a fomentar a “desertificação dos professores”.

Felizmente, ainda sou do tempo da boa escola, estudei Camões, Virgílio Ferreira e Fernando Pessoa. Vejam o vídeo no Plano Inclinado e leiam o slideshow sobre as reflexões de Camões em "Os Lusíadas".