O primeiro motivo é mostrar ao País que os Funcionários Públicos foram prejudicados de forma inédita na nossa história.
Quando assistimos o Primeiro Ministro e o Ministro das Finanças anunciarem, em directo, o conjunto das principais medidas de austeridade, ficamos a pensar que recaíam quase todas sobre a função pública. Isto foi uma estratégia para evitar um AVC conjunto dos 10 milhões de portugueses, deixaram os trabalhadores independentes ou por conta de outrem e reformados, a pensar que o corte era só para a Função Pública.
Foi só mesmo em cima da entrega da proposta do Orçamento de Estado para 2011 que descobrimos que toda a população (Função Pública mais restantes trabalhadores, reformados, crianças e jovens) vão fazer mais descontos para o IRS, pagar mais IVA em artigos essenciais, ver reduzidas as ajudas escolares, ficando em aberto a aplicação de novas medidas. Este "apertão" ganha mais de 2 mil milhões de euros mas não chega porque em 2011 Portugal pagará 6 mil milhões de euros em Juros da Dívida Externa, sim leu bem 6 mil milhões de euros só em juros!
A Função Pública foi prejudicada a dobrar, levou duas marretadas e em 6 de Novembro é o dia de nos queixarmos da cabeça, professores, enfermeiros, médicos, técnicos superiores, terão cortes de rendimentos que rondam os 20% em 2011, enquanto o Estado esbanja o nosso dinheiro em projectos faraónicos e mal geridos.
Na Educação o corte é de 11,2 % sim leu bem 11,2%, como diz Ramiro Marques é bem capaz que o Despovoador mande encerrar as escolas com menos de 50 alunos! O corte nos salários só gera uma diminuição de 5% na despesa, onde estão contabilizados os restantes 6 %? Ninguém sabe.
