A Inteligência das Crianças, O Nascimento

A Inteligência das Crianças, O Nascimento

Ao pedir para que desenhassem uma árvore geneológica, uma criança surpreendeu-me.

"Professor posso desenhar o meu irmão?"

Eu sabia que aquela aluna não tinha irmãos, mas abri os olhos para aquilo que ela quis dizer. Estava a falar do bebé que a mãe tem na barriga. Então coloquei-lhe esta opção: "Se pensas que o embrião na barriga da mãe já é um ser vivo e teu irmão podes desenhá-lo", a resposta foi bem clara e lúcida, " claro que é um ser vivo, professor é meu irmão sim!"

Promover a natalidade com investimento na vida e na protecção dos direitos pré-natais é o caminho correcto para a resolução dos problemas da nação portuguesa. Se alguém um dia interromper o nascer do sol acaba a vida na Terra!

Penso que nos devemos guiar pelas palavras sábias desta aluna, tão sábias quanto as palavras do Papa Bento XVI que transcrevo abaixo, proferidas hoje na celebração da vida nascente:

Embrião é um novo ser vivo, e não um «amontoado de material biológico»

Papa pediu aos «protagonistas da política, da economia e da comunicação social» para fazerem tudo o que estiver ao seu alcance na promoção de uma cultura «respeitadora da vida»

O ser humano tem o direito a não ser tratado como um “objecto” que se possui ou que se possa “manipular”, afirmou o Papa na “Vigília pela Vida Nascente”, celebrada hoje no Vaticano.

“Há correntes culturais que procuram anestesiar as consciências com motivações enganadoras”, denunciou Bento XVI, sublinhando que o embrião no ventre materno “não é um amontoado de material biológico”, mas um “novo ser vivo”.

“Mesmo depois do nascimento – acentuou o Papa – a vida das crianças continua a ser exposta ao abandono, à fome, à miséria, à doença, aos abusos, à violência, à exploração. As múltiplas violações dos seus direitos que se cometem no mundo ferem dolorosamente a consciência de todos os homens de boa vontade.”


Perante “o triste panorama das injustiças cometidas contra a vida do homem, antes e depois do nascimento”, Bento XVI lembrou o apelo feito pelo Papa João Paulo II na sua encíclica “O Evangelho da Vida”: “Respeita, defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por esta estrada, encontrarás justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade!”.

Cada pessoa, “irrepetível e insubstituível”, é o “vértice de todas as realidades terrenas”, pelo que "merece ser acolhida sempre com respeito e amor”, defendeu o Papa, acrescentando que o ser humano não pode ser “reduzido a um mero instrumento para o benefício dos outros e dos seus interesses”.