Resultados das Provas de Aferição 2011

Resultados das Provas de Aferição 2011

Já são conhecidos os resultados das Provas de Aferição de 2011.

Os resultados de Língua Portuguesa e Matemática foram mais baixos em relação ao ano de 2010, tanto no 1.º ciclo como no 2.º ciclo.

No entanto não é possível comparar os resultados de 2011 com os de 2010 porque, como refere o GAVE, a exigência das provas foi superior este ano. Por essa razão o novo Ministro da Educação Nuno Crato tenciona que as Provas de Aferição (convertidas em exames) sejam elaboradas segundo critérios bem definidos. Só é possível avaliar a evolução dos resultados dos exames quando se utilizam graus de dificuldade semelhantes.

Os exames do próximo ano serão uma estaca zero e só em 2013 poderemos ter uma visão clara das aprendizagens dos alunos. Para saber mais sobre as ideias do Ministro Nuno Crato leia aqui.

Na prova de Língua Portuguesa do 1.º ciclo, o valor médio foi 68,8%, menos 1% que no ano passado. A percentagem de alunos com resultados que traduzem um nível de desempenho insuficiente (níveis D e E) aumentou 3,9% em relação a 2010. Já no que se refere à distribuição dos resultados dos alunos com desempenhos de nível bom e muito bom (níveis A e B), observa-se um aumento do valor percentual de 10,7%.
Na prova de Língua Portuguesa do 2.º ciclo, não se regista alteração do valor médio, que se mantém nos 64,6%. Relativamente a 2010, verifica-se um aumento de 4,1% na percentagem de alunos com resultados considerados insuficientes, mas também uma valorização do peso dos alunos com níveis A e B, cujo valor aumenta 14,1%.
Na prova de Matemática do 1.º ciclo, por comparação a 2010, há uma redução do valor médio dos 70,8% para os 67,8%. No que se refere à variação do peso relativo dos níveis de desempenho, observa-se um aumento da percentagem de alunos com níveis D e E de 8,6% e um aumento da percentagem de alunos com resultados considerados bons e muito bons (níveis A e B) de 5,5%.
Na prova de Matemática do 2.º ciclo, o efeito da variação do nível de exigência teve um impacto mais significativo, quer ao nível da redução do valor médio, que baixa de 61,7% para 58,0%, quer ao nível do peso relativo dos alunos com desempenho insuficiente: a percentagem de alunos com níveis D e E aumenta 12,2%. Já em relação aos níveis A e B, observa-se um aumento da percentagem em 4,1%, quando comparada aos valores de 2010.