Dia Nacional do Trabalhador Não Docente assinalado na Escola Secundária do Castêlo

Ontem, dia 24 de novembro, assinalou-se o Dia Nacional do Pessoal Não Docente. Data foi marcada na Escola Secundária do Castêlo com hastear de bandeira.

A efeméride foi assinalada pelo Sindicato dos Técnicos Superiores, Assistentes e Auxiliares de Educação da Zona Norte (STAAE ZN) na Escola Secundária do Castêlo da Maia, em representação de todos os estabelecimentos de ensino que integram a zona geográfica, a registar no Norte do país.

Pessoal não docente, uma «classe vital»

Rita Nogueira, presidente do STAAE ZN, acredita que os trabalhadores não docentes são «uma classe vital para a promoção de uma educação de qualidade». É por esta classe que, em nome da instituição que representa, defende e luta, ao desenvolver um trabalho que «passa por ouvir todos os trabalhadores não docentes e intervenientes das escolas e podermos trabalhar, de forma integrada e participativa, em todo o contexto escolar. O sindicato trabalha muito para que a participação dos trabalhadores não docentes nas escolas seja, cada vez mais, efetiva porque têm um conhecimento dos alunos diferente do dos professores. Por isso, é importante que também sejam ouvidos para que toda a comunidade escolar trabalhe no mesmo sentido», diz.

Em declarações ao Maia ontem, a presidente do STAAE ZN, reconheceu a valorização dos trabalhadores não docentes nas escolas, no entanto «fazem um trabalho que ainda continua a ser subestimado», referiu, acrescentando que «sem trabalhadores não docentes, a escola não funciona».

Os «vínculos muito precários» são ainda uma preocupação do sindicato. «Existem trabalhadores a começarem a trabalhar em setembro, terminarem em junho ou julho e nem se quer terem direito a subsídio de desemprego por não terem completado o total de meses de trabalho para beneficiarem desse apoio», mencionou.

«Somos todos importantes e imprescindíveis»

Marco Marques, diretor do Agrupamento de Escolas do Castêlo, acredita que «muitas vezes, o pessoal não docente é esquecido das importantes funções que desempenha, não só pela hierarquia, mas também pela sociedade».

A data pretende reconhecer o trabalho diário desta classe trabalhadora. «Com isto, pretendemos mostrar que estamos cá, reconhecemos as dificuldades que existem na carreira, e que os sindicatos existem e estão preocupados com os seus sindicalizados e podem fazer a diferença.  Somos todos importantes e imprescindíveis, ou seja, sem pessoal auxiliar, as escolas fecham. Muitas vezes, sem professores, as escolas mantêm-se com os portões abertos, mas sem pessoal auxiliar, as escolas fecham. Por isso, são indispensáveis, são insubstituíveis», disse a terminar.



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