Esta é a minha opinião sobre a "maldita" fórmula de cálculo que está a baralhar professores, escolas e o MEC. Não se pode fazer a média aritmética de dois valores com dimensões de unidades de medida diferentes.
Nestas ocasiões recordo-me das lições dos meus antigos professores de matemática, das quais saliento a seguinte:
"Não mistures alhos com bugalhos!"

Nessa altura estaria eu a multiplicar e somar "metros quadrados" com "escudos" ou "quilos" ou a não apresentar a dimensão final da minha média. É este o erro da interpretação da fórmula de cálculo do MEC e dos Agrupamentos de Escolas para a seriação dos candidatos na Bolsa de Contratação de Escolas.
Segundo este artigo aqui:
"As listas de ordenação dos candidatos são, neste concurso, elaboradas escola a escola. Segundo a legislação, a classificação de cada professor é obtida através da média ponderada da graduação profissional (a nota com que o docente concorreu ao concurso nacional) e da nota obtida pela resposta a algumas questões (subcritérios) colocadas pela escola. A ponderação corresponderia a 50% para cada um destes itens."
Ou seja:
Valores de (Classificação Profissional + anos de serviço) - valor decimal
Valores de resposta às questões da escola - valor percentual
Não se pode fazer uma média directa destes dois valores, o procedimento correcto é converter uma das grandezas, decimal para percentagem ou percentagem para decimal. É absurdo somar os dois valores e dividir por dois!
Deixo uma ligação para o MEC praticar o cálculo da Média, Mediana e Moda, aqui.
A interpretação descrita acima e utilizada por muitas escolas está TOTALMENTE ERRADA ! Mas este ano um erro destes corresponde a uma "isenção de penalização" ou seja os Professores colocados de acordo com um dejeto matemático continuarão colocados nas escolas, penalizando os que deviam ser colocados e mais uma vez tratando a Matemática como uma não ciência!